A Diretiva 2012/19/UE - transposta para a legislação espanhola pelo Real Decreto 110/2015 - especifica os novos produtos de equipamentos elétricos que deverão ser reciclados a partir de 15 de agosto de 2018: equipamentos de comutação industrial, domótica, invólucros (gabinetes e caixas para uso elétrico), material de instalação (eletrodutos, postos de carregamento de veículos elétricos, componentes para instalações de energias renováveis…), pequenos equipamentos elétricos (interruptores, bocais de lâmpadas,…) e redes inteligentes.
Para os fabricantes de equipamentos elétricos que operam em Espanha, tal implicará uma série de novas obrigações que poderão ser geridas através da AMBIAFME: cumprimento do ambicioso objetivo legal de recolha e reciclagem de resíduos dos seus produtos, realização de campanhas de sensibilização, alcance das metas legais de recuperação, registo no Registo Industrial Integrado do Ministério da Indústria e informação à Administração sobre o volume de equipamentos eletrónicos e elétricos colocados no mercado pelo fabricante.
Segurança jurídica através de uma solução concorrencial.
Como explica Benito Rodríguez, Presidente da AMBILAMP, “a AMBIAFME proporciona aos produtores de equipamentos elétricos segurança jurídica no que diz respeito ao cumprimento da nova legislação WEEEII. Enquanto Sistema Coletivo, a AMBIAFME assegurará que os produtores têm toda a informação e os recursos necessários para reciclar corretamente os produtos que colocam no mercado.”
Francesc Acín, presidente da AFME, acrescentou que “a AMBIAFME oferece um serviço de valor acrescentado aos fabricantes de equipamentos elétricos, ajudando a otimizar a relação com os seus clientes e com as administrações públicas. Na AMBIAFME, podemos aconselhá-los para garantir que estão preparados para cumprir os requisitos das normas europeias.”.
De olhos postos no dia 15 de agosto de 2018,
para garantir que tudo está pronto para os produtores de equipamentos elétricos no dia 15 de agosto de 2018, a AMBIAFME desenvolveu uma série de ações até à data, incluindo, entre outras, a validação legal dos produtos afetados pela regulamentação, uma análise de mercado para compreender a situação atual do setor e a elaboração de um plano de negócios que vá ao encontro dos objetivos de recolha.
Nas palavras de Juan Carlos Enrique, Diretor Geral da AMBILAMP, “trazemos à AMBIAFME um amplo conhecimento do setor, com mais de 10 anos de experiência, e uma rede consolidada de recolha de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos (REEE) composta por mais de 33.000 pontos de recolha, dos quais 13.000 são dedicados ao serviço de profissionais. Além disso, sempre mantivemos uma estreita colaboração com as administrações públicas no combate aos aproveitadores, ou seja, aos produtores que não cumprem as suas obrigações legais. A nossa atividade é avaliada por uma auditoria europeia e por inquéritos de satisfação realizados junto dos produtores e dos pontos de recolha, que têm apresentado resultados muito positivos.”
Por sua vez, Andrés Carasso, Secretário-Geral e Diretor da AFME, afirmou: “Dada a nossa trajetória no setor de fabrico de equipamentos e produtos elétricos desde 1982, a AFME já está a oferecer orientações sobre a forma como o setor irá operar neste novo ambiente e as modificações necessárias para a sua adaptação”.
A partir de agora e até ao final do ano, a actividade da AMBIAFME centrar-se-á principalmente em informar os fabricantes de equipamentos eléctricos sobre a forma como a AMBIAFME os pode ajudar a cumprir as suas obrigações legais em matéria de reciclagem de equipamentos eléctricos.
Durante o ano de 2017, os objetivos da AMBIAFME incluem a realização de campanhas de comunicação e programas piloto de recolha, bem como a definição dos custos de gestão necessários para a reciclagem de equipamentos elétricos de acordo com as normas WEEE II.
O setor de fabrico de equipamentos elétricos é dinâmico, tem uma componente tecnológica significativa e contribui para a melhoria da nossa sociedade através da sua atuação em áreas como a eficiência energética, os veículos elétricos (com postos de carregamento), a domótica e as redes inteligentes. No geral, este setor gera 6 mil milhões de euros em vendas anuais e emprega mais de 25.000 pessoas.

