A tecnologia MicroLED está a ser utilizada em aplicações como microdisplays para realidade aumentada (RA) e interligações óticas para arquiteturas de data centers de inteligência artificial. Estes dispositivos podem incorporar desde centenas de milhares a milhões de emissores individuais, o que exige a verificação das suas características durante o processo de fabrico.
Os instrumentos óticos de laboratório permitem que este tipo de caracterização seja realizado durante as fases de investigação e desenvolvimento. A produção em grande escala, no entanto, exige sistemas capazes de realizar as medições com os níveis de desempenho e de automatização típicos das linhas de produção.
O Iris 100 incorpora um espectrómetro e uma câmara de alta resolução para medir a resposta espectral de conjuntos de microLEDs, bem como a luminância e a uniformidade de cada pixel. De acordo com as especificações fornecidas pela Teradyne, o sistema utiliza técnicas de paralelização de testes e algoritmos de processamento de imagem para analisar conjuntos compostos por milhões de microLEDs.
A plataforma utiliza o software IG-XL da Teradyne e permite a deteção de defeitos óticos durante o processo de fabrico, incluindo pixéis inativos ou bloqueados e defeitos que afetam grupos de pixéis.
O sistema também possui um processo de calibração rastreável ao Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST), concebido para facilitar a comparação de medições entre diferentes lotes, wafers e fábricas.
O Iris 100 pode ser utilizado tanto durante os testes de wafers como nos testes do dispositivo final. A sua integração com o UltraFLEXplus permite que os testes de microLED sejam incorporados em instalações que já utilizam esta plataforma de testes.
Este lançamento dá seguimento às recentes iniciativas da Teradyne na área dos testes óticos. A empresa já tinha apresentado o Photon 100, uma solução para testes de fotónica de silício e ótica co-embalada, e em 2025 anunciou a aquisição da Quantifi Photonics, uma empresa especializada em sistemas de teste fotónico.
A Teradyne também está a considerar expandir o Iris 100 para incorporar capacidades de teste de fotodetetores na mesma plataforma.
