A plataforma premiada, desenvolvida pela Libelium, é baseada na Internet das Coisas (IoT). Através de 15 sensores, mede a frequência cardíaca, glicose, fluxo de ar, pulso, oxigenação sanguínea, pressão arterial, capacidade pulmonar, temperatura, eletrocardiograma, eletromiograma, frequência respiratória, resposta galvânica da pele, ondas de ressonar, posição do paciente e parâmetros de composição corporal (peso, massa óssea, gordura corporal, massa muscular, água corporal, gordura visceral, taxa metabólica basal e índice de massa corporal). Todos estes dados são encriptados e enviados para a nuvem em tempo real para visualização na conta privada do utilizador.

Segundo David Gascón, director de engenharia do projecto, "O funcionamento é simples; basta ligar os sensores à unidade central, como se liga os auscultadores a um leitor de MP3." Os dados podem então ser visualizados no ecrã do dispositivo central da plataforma. Os dados recolhidos pelo MySignals são enviados para a cloud, onde podem ser analisados ​​e estudados por um especialista que poderá diagnosticar a condição do utilizador. Na sua opinião, "isto permite que os pacientes sejam diagnosticados por especialistas localizados a milhares de quilómetros de distância. Além disso, o utilizador pode aceder ao seu histórico médico através de uma simples aplicação móvel.".

O júri do prémio, reunido no I Congresso Nacional de eSaúde, organizado pela AIES e COM Salud, valorizou o seu contributo para a área da saúde, a sua facilidade de utilização e acessibilidade, e o seu respeito pela privacidade do doente, entre outros fatores.

“Um terço da população mundial não consegue obter um diagnóstico médico em tempo real devido ao elevado custo dos exames de diagnóstico e ao acesso limitado em áreas geograficamente dispersas. Se os resultados forem confirmados, o MySignals poderá oferecer ao setor da saúde uma ferramenta com a mesma precisão de uma Unidade de Observação de Emergência de um hospital, reduzindo os custos de investimento em quase 100 vezes. Além disso, a dimensão da plataforma permite que esta seja facilmente transportada e distribuída para locais geográficos onde não há acesso a serviços de saúde”, afirma Carlos Mateos, vice-presidente da AIES e coordenador do I Congresso Nacional de eSaúde.

De acordo com os dados publicados num relatório da CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization), as tecnologias de monitorização domiciliária de saúde poderão poupar 3 mil milhões de dólares por ano aos serviços públicos de saúde em internamentos hospitalares, reduzindo o tempo de internamento e também as consultas nos cuidados primários.

O I Congresso Nacional de eSaúde e o I Congresso de Jogos de Saúde reuniram mais de 400 profissionais de saúde, representantes de associações de doentes, gestores e especialistas em tecnologia em Madrid. Durante três dias, analisaram a informação de saúde online, as possibilidades dos dispositivos wearable, o Big Data, as aplicações de saúde e os videojogos, entre outros temas.

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