A Comissão Europeia começou o ano por definir este novo termo. De acordo com o relatório Indústria 5.0 – Rumo a uma indústria europeia sustentável, centrada no ser humano e resiliente, a Indústria 5.0 é uma nova visão que reconhece “o poder da indústria para alcançar objetivos sociais que vão além do emprego e do crescimento, tornando-se um fornecedor resiliente de prosperidade, garantindo que a produção respeita os limites do nosso planeta e coloca o bem-estar dos trabalhadores no centro dos processos produtivos”.
Trata-se, portanto, de uma abordagem sustentável, centrada no ser humano e resiliente que visa impulsionar o desenvolvimento do setor e capacitá-lo para enfrentar com sucesso as disrupções e os desafios, alavancando a tecnologia para atingir esse objetivo. Especificamente, a Comissão Europeia identifica seis categorias tecnológicas-chave para o sucesso, incluindo a transformação da indústria num farol de inovação e num acelerador da mudança.
Neste contexto, a digitalização oferece oportunidades significativas para a indústria. As tecnologias digitais como a inteligência artificial (IA) permitem uma inovação radical, otimizando as operações e acelerando a transição para práticas mais ecológicas, repensando os processos de produção e o seu impacto ambiental. A Internet das Coisas (IoT)
e os dados adquiriram um valor sem precedentes nos últimos tempos, especialmente desde o início da pandemia. Dentro de uma organização, podem existir milhares de elementos pertencentes a esta rede IoT que gerem dados continuamente. A aplicação de gémeos digitais, análises avançadas e técnicas de inteligência artificial a estes elementos permite a otimização dos processos de fabrico industrial e a geração de novos modelos de negócio que respondem rapidamente às tendências de mercado.
A análise preditiva e avançada desempenha, portanto, um papel fundamental na nova Indústria 5.0. Graças a ela, extraem-se informações relevantes para a tomada de decisões mais assertivas. Os benefícios são inúmeros: melhoria da qualidade da produção, maximização do desempenho dos equipamentos (é possível prever quando ocorrerão falhas nas máquinas ou limitar o tempo de inatividade não planeado), minimização do impacto de defeitos pós-venda, aumento da eficiência energética, melhor gestão da cadeia de abastecimento, redução de riscos e antecipação de eventos para estar adequadamente preparado para o futuro (alterações na procura, problemas de stock, condições meteorológicas, etc.).
